domingo, 8 de novembro de 2009

Na semana passada eu e uma amiga fomos à Omicron Centro de Fotografia, ver e fotografar a exposição do cineasta e fotógrafo Eduardo Baggio. Nós que já esperávamos algo bom, diga-se de passagem, encontramos algo incrível. A visita rendeu um texto escrito pela Pamela, com entrevista e fotos feitas por mim. Segue o texto/imagens.

Um olhar por entre as janelas




O Omicron Centro de Fotografia promove durante os meses de outubro e novembro a exposição fotográfica "Visages", do cineasta e fotógrafo Eduardo Baggio, que dirigiu o documentário "Amadores do futebol", exibido na última mostra do Paraná de Cinema Brasileira e Latina em 2009.

O trabalho de estréia de Baggio conta com as sacadas e janelas de Lisboa, Nápoles e Madri, onde o fotógrafo busca compreender dentro do quadro fotográfico, o cotidiano particular de cada cidade e a vida inteiror de cada foto emoldurada.

Eduardo Baggio diz que começou a fotografar as janelas por não se interessar tanto pelos pontos turísticos, mas pela vida comum das pessoas. "Também me interessa bastante o fato da janela servir como mediador, espécie de moldura, entre o espaço público e o espaço privado. E, em muitos momentos, esses espaços se confudem, como mostram algumas fotos".

O fotógrafo Osvaldo Santos Lima foi quem ajudou no processo de edição das fotos. Edurado conta que optaram por fotos que mostyrassem características próprias de cada cidade, e de fato conseguiram atingir seu objetivos. Cada cidade se mostra única. A Nápoles de Baggio é uma cidade rica em cores, cheia de movimento e barulho. "As pessoas praticamente vivem para fora. Passa alguém de moto e começa a conversar com o amigo na sacada", diz.

Já Lisboa reflete um lugar tranquilo, com menos detalhes em sua arquitetura. O que não retira nem ofusca a beleza e a leveza do lugar, enquanto as imagens de Madri nos fazem divagar por tardes intermináveis dentro de cafés, num clima agradável e charmoso.

Eduardo Baggio completa dizendo estar contente com sua primeira exposição fotográfica. "É um trabalho que saiu de um prazer, de uma atividade extremamente pessoal e ganhou um corpo autoral/artístico".


As fotografias permanecem expostas até o dia 13 de covembro na rua Padre Germano Mayer, Hugo Lange.

Mais informações (41) 3252-1093 ou acesse www.omicronfotografia.com.br

sábado, 17 de outubro de 2009

"Junte as roupas e as canções
Que te vestem de você
Filmes, versos e os refrões
Que te fazem sempre estar bem"

Sabonetes.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pra você que não me lê.

Só agora percebo o quanto as nossas coisas boas não vieram com os erros. Parece besteira, mas nada é como antes. Algo se quebrou e só Deus sabe o quanto lamento. Era muita mágoa pra superar, muita verdade pra enfrentar, muitos olhos pra transbordar - não deu.
Ainda me lembro da primeira vez em que te vi. Criatura distinta, iluminou os meus olhos. Era a diferença no meio da igualdade. Eu te desejei pra minha vida desde o primeiro minuto. Foi quando o nosso mundo girou e nos levou à se esconder em algum lugar dentro um do outro.
Durante o esconderijo eu te vi distribuir rosas e espinhos aos jardins alheios, e honestamente, não pude me importar. Eu daria o meu jardim todo pra você, não poderia ser diferente. Você me deu o céu.
Preciso agradecer pelos dias felizes, apesar de tudo. Não posso dizer que preferia ter anulado cada um deles, posso?
As lembranças não são mais tão agradáveis agora que a forma deles se quebrou, mas ainda assim fui a mais feliz dentre todas por longos dias. Os teus dias.
Você se mostrou vulnerável, dono uma sensibilidade intocável. Os seus olhos eram pontos de luz, e até quando mentiam se iluminavam pra mim.
Eu sou uma dessas que vêem luz na escuridão quando acreditam na claridade.
Eu sou esse cansaço no coração e a abstinência nas veias. Tenho gritos por dentro: "Tenta!".
Mas pra quê? O esconserijo deixou de existir, somos seres livres agora. Ame a sua liberdade. Ame.
Deixe de me ver como uma prisão. Prazer, não sou o ciúme e a obsessão. Palavras suas.
Apenas me analise por um segundo.
O que vê?
Ainda acha que algum dia desejei te prender?


"Se a gente não sabe mais rir um do outro, meu bem, então, o que resta é chorar..."

quarta-feira, 29 de julho de 2009

- Que é que houve? - perguntou-lhe.
- Nada - disse ela. - É só tristeza. Vem e vai.
- As mulheres estão sempre tristes - disse ele. - Às vezes com razão, às
vezes não. Nós, homens, ao contrário, nunca temos tempo para a tristeza.
- Não sabem o que estão perdendo.


(Tomás Eloy Martínez - O Vôo da Rainha)


- Que é que houve? - perguntou-lhe.
- Nada - disse ela. - É
só tristeza.
Vem e vai.
- As mulheres estão sempre tristes - disse ele. -
Às vezes com
razão, às
vezes não. Nós, homens, ao contrário, nunca temos
tempo para a
tristeza.
- Não sabem o que estão perdendo.





(Tomás Eloy Martínez - O Vôo da
Rainha)




sábado, 25 de julho de 2009

Eu posso ser fabulosa. Posso ser bonita, posso ser amável, posso ter postura e falar diferentes idiomas.
Posso conhecer os segredos da vida e das estações, saber o que vestir ou fazer por alguém.
Posso acreditar na bondade, posso ser confiante. Posso desejar ser cada uma dessas coisas que todos desejam ser.
Posso ser tudo, só não posso ser por conta própria o que realmente preciso: amada.
Ser amado não é sobre o que você tem, sobre o que você representa ou o quão bom você pode ser em alguma coisa.
Ser amado é sobre o quanto uma pessoa pode enxergar o que há dentro de você, aquilo que outros olhos não enxergariam e os seus próprios odeiam ter que enxergar.
Ser amado é ser aceito como é, sem nada premeditado. Tantas pessoas diferentes são amadas. Não se pode simplesmente existir uma fórmula para o amor.

sábado, 20 de junho de 2009


É apenas mais um corpo em (im)perfeita distância. Desses que passam e só te notam caso a gravidade não contribua, caso o equilíbrio se perca, caso a voz se exalte. Mais um humano cheio de vida que circula todos os dias ao redor, sem nada declarar, apenas rondando, vivendo a própria vida. Protagonista da própria existência.

É alguém que se senta num banco e pensa no dia, no dia que você não presenciou, e jamais nota a movimentação. Ou ignora. Às vezes sorri. É um par de olhos castanhos-esperança, é uma voz que você desconhece, um futuro que você não toca.

Talvez seja um guardião de sonhos promíscuos, certezas impossíveis, crenças improváveis. Algo que impulsione o próprio sorriso de cristal. Nada que se possa saber. Nada que movimente o seu mundo.

Mas é“só”.

Só o que você pede pra ter. Só o que te suga a atenção. Só o que a vida te dá com a certeza do roubo. Um desses roubos ao qual você cede, porque jamais iria atrás do ladrão.

É só o que importa quando passa. É só. E ainda assim, é tudo. Só o seu tudo.